É como se a vida estivesse me cansando, e eu me cansando dela...
Todo dia ela me dá mais do mesmo do sempre, sempre.
Vem me acizentando o vermelho do sangue, que corre ralo e sem forças pelas minhas veias.
É como se a vida estivesse me sufocando, e eu cada vez mais refém dos caprichos dela...
Vem uma vontade de chorar, e eu choro.
Um desespero repentino me toma o ar, que não mais me mantém viva.
Grito todo meu vazio...
Como quem sacia a vontade do que dá água na boca...
Como se realizasse um desejo de grávida.
Nada muda, tudo é igual. É o mesmo fim, é a mesma história.
Eu não sou dona do meu tempo, eu não controlo as minhas horas.
Como festa de carnaval, minha vida passa na avenida, mas eu não vejo ela passar.