terça-feira, 23 de agosto de 2011

Na decadência

Na decadência do meu sofrimento,
Entregue à minha dor,
Rosto molhado, rímel borrado,
Ouvindo Angela rorô.
Deprimida, deprimente,
Quebro tudo, enfurecida
Brigo, xingo a vida
Como quem com ela se ressente.
Socorro!
Minha cabeça está girando
A luz está se apagando
Me acuda, senão morro.
Não sei se é tarde ou cedo
Me abraça pra passar meu medo
Olhe nos meus olhos, insista
Peça que eu não desista
Pegue minha mão com carinho
Me faça ver um caminho
Me deseje sorte
E me mostre:
Qualquer coisa que me dê sentido, razão
Qualquer coisa que me aponte a direção.
Me diga que sou capaz
Tire de mim minha cruz
E que eu sinta um raio de luz
E que, enfim, eu encontre a paz.

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