quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Pelo menos...

A minha felicidade está tão distante quanto aquela estrela que brilha no céu. Pelo menos a estrela eu ainda consigo ver.
A minha tristeza é tão profunda quanto este mar. Pelo menos, se eu mergulhar bem fundo neste mar, eu encontro, lá embaixo, uma vida real, harmônica e que vale mais a pena do que esta que eu vivo.
As minhas perspectivas diante da vida são tão escuras quanto a noite. Pelo menos a noite conta sempre com a ajuda da lua para ter um pouco de luz.
As minhas lágrimas são tão densas e devastadoras quanto as chuvas de verão. Pelo menos as chuvas são passageiras e, em algumas vezes, ao final delas, ainda é possível contemplar as cores do arco-íris.
Os meus sonhos esvaem-se entre meus dedos como os grãos de areia da praia, e que o vento vem e leva tudo como se fosse pó, deixando um imenso vazio. Pelo menos os grãos de areia cumprirão seu papel diante da vida formando lindas dunas em outro lugar. Terão várias formas, formarão outras imagens, redesenharão outras paisagens, tudo conforme a direção que o vento der, tudo conforme a oportunidade que o vento assim proporcionar.

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