Quem me dera ter asas! Sumiria no mundo!
Sentiria o vento no meu rosto,
sentiria o frescor da brisa.
Viria tudo lá de cima tão pequeno
e pra mim tudo seria tão pequeno,
menos a imensidão do universo.
Me perderia no céu,
me encontraria em mim mesma,
vazia de tudo, mas cheia só de mim,
completamente completa.
Flutuante no ar,
leve, solta, livre,
pés no chão da vida.
Igual a uma árvore, raiz na terra,
mas dando frutos e flores.
Repleta de perfumes, cores e sabores.
Eu com-migo, sem risco e sem perigo.
Livre, sem destino,
nem juízo, nem tino.
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