Eu não sei de nada, ou quase nada. E, sinceramente, não sei se quero saber.
Não tenho respostas de nada, não sei se estou procurando por elas, mas também não sei se quero perguntar alguma coisa e nem o quê perguntar.
Não sei mais qual é a minha música favorita e nem a banda do coração ou o filme inesquecível. Nem prato predileto, nem cor, nem livro. E não sei se tudo isso existe mesmo.
Não sei se sou feliz ou infeliz, não sei o que quero, e confesso que não sei mais se quero alguma coisa. Não sei se quero ser, se quero estar, se quero ter, se quero dar. Também não sei se quero sonhar e nem com quem sonhar, se quero esperar e nem o que esperar.
Não sei se isso é perder tempo, se é se iludir ou, até mesmo, se é ser prática. Mas também não sei se cansei, se endureci ou se amadureci. Nem sei se arrisco, nem no quê aposto. Não sei se falo, e muito menos o quê falar e para quem falar.
Não sei se reclamo, se peço, se questiono, se acredito, se desejo. Mas há tanta coisa do que reclamar, tanta coisa para pedir, muita coisa para questionar, muito pouco no que acreditar. E se vale a pena desejar, eu não sei.
Rir e chorar eu não sei de quê, para quê e por quê. Não sei se é tudo ou se é nada. Se é vazio, se é falta de razão, se é ausência de propósito. E diante disso tudo eu não sei o que fazer, nem mesmo sei se o fato de não saber dói.
E mesmo não sabendo de mais nada, vou adiante. Não sei de onde, não sei para onde, e nem mesmo sei o porquê de ir. Só sei dizer que não sei, sinceramente, não sei.
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