Fui um jarro de vidro que transbordou de muito amor, e fui parar nas mãos de uma pessoa errada e fria.
Fui jogada ao chão e então me espatifei, nada fiz para impedir, me calei.
Vi meus cacos espalhados pelo chão, e me dei conta do que eu tinha e do que não tinha feito a mim mesma.
Percebi o quanto fui medíocre e negligente comigo e com minha vida. Sei que, àquela pessoa, fui devota e passiva, errei muito ao achar que só em estar ao lado dela me seria suficiente para viver um grande amor, mas não é só doando amor que se vive feliz, é preciso também recebê-lo, e não o recebi.
Sei que cometi um crime contra a minha auto-estima, quase um homicídio, e desde então me envergonho e me arrependo muito.
Não posso consertar nem reinventar o passado, não quero juntar os cacos, pois não quero voltar a ser aquele jarro. Não quero ver aqueles restos, que hoje tanto desprezo, colados, nem mesmo perceber alguns pedaços faltando.
Decidi que quero ser inteira, por isso juntei todos os cacos e joguei no lixo.
Agora, sinto-me diferente. Sou um quebra-cabeça.
Vou me juntando pecinha por pecinha daquilo que, a partir de hoje, vou me tornando, até ficar completa, ansiosa para ver a imagem que vou me tornar.
2 comentários:
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Oi linda amiga. Hoje apareci pra colocar estes versos que fiz a um amigo meu. Ontem ele ma ajudou muito com uma palavra amiga e estava ele no msn, do outo lado da telinha...rss
Então fiz uma homenagem
Aqui vai:
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Quando eu te avistar...
Quando eu puser os olhos em você...
Eu vou correr igual quem pula amarelinha...
Eu vou pular como quem corre numa pista...
E nossos contos e falas serão as brincadeiras mais ricas...
E vou matar a saudade de nunca ter te conhecido...
Pois ainda não te toquei, amigo, amigo e amigo...
E te darei a mão e meu braço, ficarás ao meu lado...
Passearei contigo na orla, contaremos vitórias.
Tocaremos violão pandeiro e lembraremos versos e prosas...
Porque tu és anjo que não se incomoda...
Que não mente, mas me deixa solta, tagarela, adstringente.
Ao me colocares diante do meu espelho...
Me sinto menina, perdida no tempo...
E o vento que levou o meu Cais
Ancora na rede, leveda teus Ais...
Não quero perder teu afeto, por nada deste mundo, espero...
Pois a sorte não é de todos, eu sigo com gosto, por gosto...
E esta tuas palavras que alimentaram hoje a minha alma...
Te seja por nosso Deus doadas... Se um dia vir uma falha..
Espero os meus cabelos brancos... sem branco, sem branco..
E um gesto feito no canto do olhar em pranto...
Seja feliz de vez em vez, em encantos, meu mano...
E a vida vai levar nossa amizade.. em amor e igualdade.
Porque de mim num te envergonhas e nem me negas..
Num tens uma capa, tu tens a nobreza, Diamante que quebra.
Lígia Marques
21-04-2008
Beijos lindos de Lígia
http://groups.msn.com/Gandalf-OMagodoAmorAmigos
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